GERAÇÃO DISTRIBUÍDA DE ENERGIA

 

Desde 17 de abril de 2012, quando entrou em vigor a Resolução Normativa ANEEL nº 482, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis e inclusive fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Trata-se da micro e da minigeração distribuídas de energia elétrica, inovações que podem aliar economia financeira, consciência socioambiental e autossustentabilidade

>> Modelo de geração convencional

 

A eletricidade é produzida nas usinas geradoras e enviada para o consumidor final por meio de linhas de transmissão e distribuição, como mostra a figura abaixo. No Brasil, a maioria das usinas geradoras são hidrelétricas de grande porte e, por consequência, a maior parte da energia é gerada longe do consumidor.

 

Uma característica importante desse sistema é que a direção da energia é uma só: das usinas para os consumidores.Entretanto, esse sistema apresenta uma particularidade desfavorável. Quanto maior é a distância a ser percorrida pela energia, maiores são as perdas no caminho, maior o custo de instalação, operação e manutenção das linhas e, por fim, maior o custo da energia para o consumidor final.

 

O crescimento da população e da economia vem acompanhado de um aumento na demanda por energia elétrica. Assim, quando o aumento dessa demanda ultrapassa os limites do sistema, é necessária a construção de novas usinas de geração, bem como de novas linhas de transmissão e distribuição.

>> Modelo de geração distribuída

 

Geração Distribuída (GD) é uma expressão usada para designar a geração elétrica realizada junto ou próxima do(s) consumidor(es), independente da potência, tecnologia e fonte de energia. As tecnologias de GD têm evoluído para incluir potências cada vez menores.

 

Os estímulos à geração distribuída se justificam pelos potenciais benefícios que tal modalidade pode proporcionar ao sistema elétrico. Entre eles, estão o adiamento de investimentos em expansão dos sistemas de transmissão e distribuição, o baixo impacto ambiental, a redução no carregamento das redes, a minimização das perdas e a diversificação da matriz energética.

 

De acordo com a Resolução Normativa nº 482/2012, os microgeradores são aqueles com potência instalada menor ou igual a 100 quilowatts (kW), e os minigeradores, aqueles cujas centrais geradoras possuem de 101 kW a 1 megawatt (MW). As fontes de geração precisam ser renováveis ou com elevada eficiência energética, isto é, com base em energia hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada.

Geração Distribuída

CRÉDITO DE ENERGIA

A novidade da Resolução Normativa nº 482/2012 é simplificar a conexão das pequenas centrais à rede das distribuidoras de energia elétrica e permitir que a energia excedente produzida possa ser repassada para a rede, gerando um “crédito de energia” que será posteriormente utilizadopara abater seu consumo. Um exemplo é o da microgeração por fonte solar fotovoltaica: de dia, a “sobra” da energia gerada pela central é passada para a rede; à noite, a rede devolve a energia para a unidade consumidora e supre necessidades adicionais. Portanto, a rede funciona como uma bateria, armazenando o excedente até o momento em que a unidade consumidora necessite de energia proveniente da distribuidora.

 

O saldo positivo desse crédito de energia não pode ser revertido em dinheiro, mas pode ser utilizado para abater o consumo em outro posto tarifário (ponta/fora ponta), quando aplicável, em outra unidade consumidora (desde que as duas unidades estejam na mesma área de concessão e sejam do mesmo titular) ou na fatura do mês subsequente. Os créditos de energia gerados continuam válidos por 36 meses.

Resolução Normativa ANEEL Nº 482, de 17 de abril de 2012, clique aqui

 

Caderno Temático ANEEL - Micro e Minigeração Distribuída, clique aqui

 

Perguntas e Respostas sobre a Resolução Normativa nº 482/2012, clique aqui

ATÉ 80% DE DESCONTO DE TUSD E TUST

 

A ANEEL publicou em 19 de abril de 2012, junto a Resolução 482 sobre microgeração e minigeração distribuídas, a Resolução 481 que reduz para até 80% o desconto das chamadas Tarifas de Uso do Sistema de Distribuição e Transmissão (TUSD e TUST) para os empreendimentos que entrarem em operação comercial até 31 de dezembro de 2017, aplicável nos 10 (dez) primeiros anos de operação da usina.

 

 

RESOLUÇÃO NORMATIVA ANEEL Nº 481, DE 17 DE ABRIL DE 2012, clique aqui

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